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Punção da veia jugular, no pescoço — sem cortes abertos.
Agende sua avaliaçãoA retirada guiada por laser é indicada quando o filtro de veia cava está incorporado à parede da veia e não pode ser removido pelos métodos convencionais. Nossa equipe realizou a primeira cirurgia desse tipo na cidade de São Paulo, em julho de 2021, e mantém casuística contínua desde então, avaliando também pacientes de outros estados.
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Reportagem 'Escute o Doutor' sobre a primeira retirada de filtro de veia cava assistida por laser realizada pela equipe do Dr. Igor Sincos, no Hospital Albert Sabin, em São Paulo.
Enviar meu caso para avaliaçãoA retirada padrão é um procedimento endovascular simples: por uma punção na veia jugular, no pescoço, um cateter com laço captura o filtro e o recolhe. O desafio aparece quando o filtro está implantado há muitos meses ou anos: o tecido cicatricial que cresce sobre as hastes (endotelização) prende o dispositivo à parede da veia, e a tração convencional pode ser insuficiente — ou arriscada. Com o tempo de permanência, também aumentam os riscos de complicações do próprio filtro:
Procure um cirurgião vascular se você se reconhece em alguma destas situações:
Sem plano definido de retirada, ou sem saber há quanto tempo o filtro está implantado.
A retirada convencional já foi tentada e não foi possível remover o filtro.
Laudo descrevendo filtro inclinado, fraturado ou com hastes penetrando a parede da veia.
Dor abdominal ou lombar sem causa definida, inchaço das pernas ou trombose de repetição em portador de filtro.
A técnica utiliza uma bainha com energia laser na extremidade, originalmente desenvolvida para a extração de cabos de marca-passo. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, em centro de hemodinâmica, sob anestesia geral:
Punção da veia jugular, no pescoço — sem cortes abertos.
Agende sua avaliaçãoUm cateter com laço captura o gancho do filtro pela técnica endovascular.
Agende sua avaliaçãoA bainha desliza sobre as hastes e a energia laser desfaz, de forma controlada, o tecido cicatricial que prende o filtro à veia.
Agende sua avaliaçãoO filtro é recolhido para dentro da bainha e retirado pelo mesmo acesso. Uma flebografia final verifica a integridade da veia cava.
Agende sua avaliaçãoPor ser minimamente invasivo, o procedimento costuma permitir internação curta e retorno rápido às atividades, conforme as condições clínicas de cada paciente.
Agende sua avaliaçãoComo todo procedimento, há riscos — incluindo lesão da veia, sangramento e a possibilidade de o filtro não poder ser removido. As alternativas incluem técnicas convencionais avançadas, cirurgia aberta ou manutenção do filtro com vigilância. A escolha depende de avaliação individualizada.
Agende sua avaliaçãoA remoção assistida por laser de filtros de veia cava de longa permanência foi descrita e consolidada na literatura internacional na última década, com séries demonstrando elevado sucesso técnico em filtros considerados irrecuperáveis pelos métodos convencionais, quando o procedimento é realizado em centros com experiência na técnica. O método emprega a bainha de laser excimer, com liberação fotoablativa do tecido fibrótico aderido às hastes do dispositivo.
O racional para a retirada sistemática de filtros recuperáveis é reforçado por dados como os do estudo PRESERVE (Predicting the Safety and Effectiveness of Inferior Vena Cava Filters), o maior estudo prospectivo multicêntrico sobre filtros de veia cava, e por comunicações de segurança da FDA, agência regulatória norte-americana, que desde 2010 recomenda a remoção do filtro tão logo a proteção contra embolia pulmonar deixe de ser necessária. Revisões sistemáticas descrevem complicações associadas à permanência prolongada — fratura, penetração, migração e trombose de cava — cuja incidência aumenta com o tempo de implante.
No Brasil, o manejo de filtros de longa permanência e de suas complicações é tema presente nas publicações da SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular), incluindo relatos no Jornal Vascular Brasileiro sobre os desafios técnicos da retirada tardia.
A equipe da Clínica Endovascular São Paulo, liderada pelo Prof. Dr. Igor Sincos, realizou em julho de 2021, no Hospital Albert Sabin, a primeira retirada de filtro de veia cava guiada por laser da cidade de São Paulo — à época, um dos primeiros casos do país. Em janeiro de 2022, realizou o segundo caso do município e, desde então, mantém casuística contínua no procedimento, incluindo o atendimento de pacientes encaminhados de outros estados. O procedimento foi tema de reportagens em veículos como o portal do Hospital Albert Sabin, Setor Saúde e Portal Hospitais Brasil.
Em nossa experiência, já avaliamos situações extremas, como o caso de uma paciente com filtro implantado havia 18 anos — cenário em que a remoção convencional não é viável e que exige planejamento minucioso, exames detalhados e discussão honesta com o paciente sobre riscos, benefícios e a possibilidade real de o filtro não poder ser retirado.
A equipe atua de forma integrada no tratamento das condições associadas, como a obstrução crônica de veia cava e ilíacas, a trombose venosa profunda e a síndrome pós-trombótica.
Por se tratar de procedimento realizado por poucos centros no país, recebemos com frequência pacientes de outras cidades e estados. Nesses casos, a avaliação pode começar a distância: envie seu caso pelo WhatsApp (11) 98161-4443 com um breve histórico (data do implante, motivo, tentativas anteriores de retirada) e os exames de imagem disponíveis. Após análise inicial, nossa equipe orienta os próximos passos — teleconsulta quando apropriado e programação da etapa presencial para avaliação final e, quando indicado, o procedimento.
Colegas que acompanham pacientes com filtro de veia cava podem encaminhar para avaliação de retirada complexa os casos com: tempo de permanência prolongado (acima de 12 meses) com falha ou contraindicação da retirada convencional; fratura, inclinação acentuada, penetração de hastes ou migração documentadas em imagem; trombose de veia cava associada ao filtro, com ou sem síndrome pós-trombótica; ou necessidade de reanticoagulação plena em portador de filtro com complicação.
Para discussão de caso, solicitamos angiotomografia venosa recente e histórico do implante (data e, quando disponível, modelo do filtro). Contato médico-médico pelos telefones da clínica: (11) 3168-0609 e (11) 98161-4443.
Principais fontes que fundamentam este conteúdo:
Conteúdo revisado por Prof. Dr. Igor Rafael Sincos — Médico | CRM-SP 117.876 | Cirurgia Vascular – RQE 126.825 | Cirurgia Endovascular – RQE 132.643. Doutor e Pós-Doutor pela Universidade de São Paulo, Fellowship na Harvard Medical School. Última revisão: agosto de 2026.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.
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Não necessariamente. Existem filtros definitivos e situações clínicas em que a permanência é indicada. Porém, a recomendação atual é que filtros recuperáveis sejam removidos assim que a proteção deixar de ser necessária, o que deve ser definido em acompanhamento com cirurgião vascular.
Muitos pacientes permanecem anos sem sintomas. Entretanto, o tempo de permanência aumenta o risco de complicações como fratura das hastes, penetração na parede da veia, inclinação e trombose do filtro. Por isso, mesmo sem sintomas, o portador de filtro deve manter acompanhamento médico periódico.
Em muitos casos, sim. Técnicas avançadas, como a retirada guiada por laser, foram desenvolvidas justamente para filtros incorporados à parede da veia. A viabilidade, porém, só pode ser definida após avaliação individualizada com exames de imagem — e há casos em que a retirada não é indicada ou não é possível.
Trata-se de procedimento minimamente invasivo com perfil de segurança descrito na literatura internacional quando realizado em centros com experiência na técnica. Como todo procedimento, envolve riscos — incluindo lesão venosa e sangramento — que devem ser pesados contra os riscos de manter um filtro com complicação. Essa análise é feita caso a caso.
Por ser realizada por punção no pescoço, sem cortes abertos, a recuperação costuma ser rápida, com internação curta na maioria dos casos. O tempo exato varia conforme o caso e as condições clínicas de cada paciente.
Pacientes de fora de São Paulo podem iniciar pelo envio do caso para análise (histórico e exames de imagem) pelo WhatsApp da clínica, seguido de teleconsulta quando apropriado. A etapa presencial é programada para a avaliação final e o procedimento, quando indicado.
A cobertura depende do plano e da indicação clínica documentada. A Clínica Endovascular São Paulo atende Omint Premium, SulAmérica Executivo e SulAmérica Prestige, e nossa equipe orienta o processo de autorização junto ao convênio.
Em ambiente hospitalar, em centros de hemodinâmica de hospitais de São Paulo nos quais a equipe atua, com estrutura de terapia intensiva de retaguarda.